Composição
VERSO 1
Eu já sangrei por dentro Sorri na frente, por dentro em queda Diziam "cresce", "engole o choro" Mas o vazio crescia em guerra Olho pro teto às três da manhã "Deus, cê me ouve ou tô falando sozinho?" Se a fé é monte, eu sou poeira Tentando crer em meio ao moinho Coração rachado, mão pro alto Mesmo tremendo, eu ainda salto Se o chão some, eu grito assim: "Não solta de mim!" Entre cinzas e céus, eu vou ficar de pé Quando eu perco as forças, Tua graça é que me refaz Quando o medo disser "acabou", eu respondo com fé Porque a cruz já gritou por mim: "nunca mais, nunca mais"
VERSO 2
Falam de sorte, eu falo em milagre Tanta corrente, mas o nome quebra Já fui refém do meu próprio peito Hoje essa âncora vira entrega Caí, rasurei minha própria história Risco em cima, mas Tu vê vitória Onde eu só via culpa e cadeia Tu me chamou de filho, não de sujeira Coração rachado, mão pro alto Mesmo caído, eu me levanto Se a culpa grita contra mim Tua voz diz: "vem, enfim" Entre cinzas e céus, eu vou ficar de pé Quando eu perco as forças, Tua graça é que me refaz Quando o medo disser "acabou", eu respondo com fé Porque a cruz já gritou por mim: "nunca mais, nunca mais"
PONTE
Eu não volto pras correntes que queimaram minha pele Eu não volto pras mentiras que chamavam isso de céu Se eu tropeçar de novo Me lembra quem Tu é Não é meu erro que define É Teu amor de pé Quando a noite me cercar Vou cantar até romper Mesmo fraco vou clamar Tu não vai me esquecer